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Christiano aposta em cassação da chapa Rosenvaldo e Zaga

O atual prefeito e seu vice são acusados de abuso de poder econômico em dois processos distintos.

O ex-candidato a prefeito de Imbituba, Christiano Lopes de Oliveira, está mesmo disposto a tirar o sono do prefeito Rosenvaldo Júnior e do vice-prefeito Zaga da Inkor. Em entrevista ao Jornal Litoral esta semana, Lopes confirmou sua expectativa de que a justiça eleitoral, através do Ministério Público Federal, possa cassar a chapa da coligação De Mãos Limpas por Imbituba, encabeçada pelo atual prefeito Rosenvaldo Júnior.
 
Caso isso venha a ocorrer nos próximos dias, segundo a expectativa, Imbituba poderia ter nova eleição. O atual prefeito e seu vice são acusados de abuso de poder econômico em dois processos distintos. No primeiro processo, o então candidato a vice, Zaga da Inkor, é acusado de ter vinculado seu nome político ao nome de sua empresa Inkor.
 
Para Christiano, Zaga abusou desse expediente, fazendo vários patrocínios de eventos, costelaços, propaganda em rádio e jornal, tudo em nome da empresa que dirige, procurando desta forma burlar a legislação eleitoral que proibe esse tipo de comportamento. No segundo processo, a coligação que venceu a eleição é acusada de abuso do poder econômico.
 
O próprio Ministério Público Federal entendeu que houve abuso de poder na medida em que o então candidato Rosenvaldo e seu vice, usaram de expediente duvidoso, patrocinando uma edição de jornal com pelo menos 20 mil exemplares, publicando matéria de interesse próprio e denegrindo a imagem do adversário. Nesse caso, o procurador do Ministério Público já entendeu que o jornal pode ter influenciado no resultado final da eleição, apesar da expressiva diferença de votos verificada no pleito.
 
Por conta dessas denúncias, há pouco mais de 280 dias no governo de Imbituba, o prefeito Rosenvaldo Júnior e o vice-prefeito Zaga da Inkor, não conseguem navegar com a tranquilidade necessária para uma administração sem turbulência. Embora tenham vencido as eleições municipais de 2016 com 62% dos votos, ambos perdem o sono diante da ameaça de cassação da chapa vencedora das eleições.
 
Como se não bastasse receberem o questionamento do Ministério Público, Rosenvaldo e Zaga são questionados ainda por Christiano Lopes, com relação ao trabalho dos atuais gestores municipais. O candidato derrotado confessa que não tinha intenção de agilizar o processo de cassação e muito menos criticar a atual administração, mas por julgar que na época da campanha recebeu muitas críticas não lhe restou outro caminho senão agilizar a justiça eleitoral.
 
Sobre a atual administração, Crhistiano faz algumas críticas, considerando que o governo municipal ainda não conseguiu deslanchar. Com quase um ano de mandato, diz ele, Rosenvaldo poderia ter sido mais eficiente, inclusive aproveitando a boa fase de crescimento de Imbituba. Mas, ao contrário, enfatiza, a cidade não tem planos para o saneamento público, com indefinições sobre o futuro do setor. 
 
Lamentou também o que chamou de inchaço da máquina pública, no limite do permitido pela legislação vigente. "Na administração anterior, as ações do município eram flagrantes, hoje o calçamento, creches e a própria obra do mercado público, tudo está estagnado". Finamente, ao informar que acaba de ser incorporado ao efetivo da SC-Par, empresa estatal que administra o Porto de Imbituba, o entrevistado prometeu se empenhar para agilizar as obras do acesso norte, cuja recuperação já deveria ter sido inaugurada. 
 
Matéria: Danilo Gomes.

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