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Zaga da Inkor diz que somente voltará se com poder de decisão

A forma atual de administrar não é a que eu desejaria.

Contrariado com algumas versões sobre sua situação com o governo municipal de Imbituba, segundo ele, distorcidas da realidade, o vice-prefeito Luiz Gonzaga de Carvalho (Zaga da Inkor), nega que tenha abandonado o barco. "A hora que o prefeito me convocar para substitui-lo, o que já poderá ocorrer em fevereiro próximo, eu estarei pronto para assumir. Admite contudo ter sido frustrado na proposição de fazer uma administração a quatro mãos, como foi pregado na campanha política.

Segundo Zaga, para sua surpresa, "ao iniciar o governo o prefeito Rosenvaldo Júnior preferiui administrar da forma como faz hoje, ao contrário do que imaginava ser a quatro mãos. "Diante dessa realidade não havia sentido eu permanecer na Prefeitura sem sentir o meu trabalho, já que meu estilo seria diferente. Assim preferi me limitar ao cargo de vice-prefeito, cuja atribuição pode ser comparada com a estepe de um automóvel, raramente utilizada, mas pronta para rodar. Minha tarefa é cobrir eventuais ausências do prefeito", avalia.

A força da caneta

Se vier a assumir o governo, durante viagens ou férias do prefeito, Zaga da Inkor, "com a caneta na mão poderei colocar as coisas conforme eu penso e com a responsabilidade dos meus atos". Segundo ele, não houve desavenças entre ambos, preferindo sair antes de eventuais desentendimentos. Ele se diz pronto para assumir em fevereiro quando o prefeito deverá tirar férias. Seu salário de vice continua sendo ofertado para três entidades filantrópicas.

Zaga admite ainda ter havido uma espécie de choque cultural pelo fato dele ser oriundo da iniciativa privada, onde as coisas acontecem com mais agilidade. "Penso que minha maior contribuição para a cidade seria minha experiência como construtor, seja no setor de obras e mesmo agilizando os processos e simplificando tudo, diante de uma máquina pública complexa". Neste ponto o empresário sintetiza os motivos da falta de sintonia.

Choque de estilos

Segundo ele, o choque ocorreu porque "eu brigo para fazer andar e o prefeito é mais ponderado, pensando bastante antes de decidir. Pelas situações que já passei como construtor sei que a administração poderia andar um pouco mais rápida., mas o prefeito é o Júnior, escolha acertada da população, um prefeito honesto que terá meu apoio durante os quatro anos de governo". Lembrou também que seu partido, o PMDB continua no governo.

Ele nega qualquer intenção de ser secretário municipal, por entender que. pela sua experiência de vida, poderia contribuir um pouco em cada área. Convidado a identificar as prioridades do município, Zaga diz que a administração precisaria simplificar para se tornar mais ágil, facilitando a instalação de empresas, e humanizar a cidade criando condições para  seu crescimento, inclusive capacitando a mão de obra local.

Sorte no turismo

Ao falar de turismo, o entrevistado lamenta que nos últimos anos os administradores pouco tenham feito, sem foco  nesse setor, mas pondera que Imbituba tem muita sorte, crescendo graças ao investimento de empresários como os da Praia do Rosa. A economia da cidade gira muito em torno do porto, como se este fosse solução para tudo, diz Zaga. Isso é bom mas nem tanto, pois fica muito grande a responsabilidade da atuação portuária.

Para ele, o modelo ideal para o desenvolvimento de Imbituba, está fixado em três pilares: turismo, indústria e o Porto. Ele fala de locais prósperos como Itapirubá, por exemplo, belíssimo mas a administração municipal nada tem por lá. O mesmo ocorre com a Vila Nova, Porto da Vila e Praia do Rosa, locais que mereceriam melhor atenção do poder público ao longo dos anos. Saneamento básico é outra deficiência, diz.

Motivação de campanha

Sobre o seu possível retorno ao dia a dia da Prefeitura, Zaga lembra que o seu partido tem ajudado, com bons profissionais na administração. Ele cita o bom trabalho do Sandro Carpes, do David na Nova Brasília, o Alemão, outro bom secretário, o Anderson no Cedup, o Dorli (companheiro de longa data), a Secretaria de Turismo. Para ele é um grupo experiente que tem contribuido bastante.

Zaga ressalva que, para que possa ter novamente a mesma motivação que moveu a campanha política, ele precisaria ser ouvido e caminhar junto com o prefeito. "A forma atual de administrar não é a que eu desejaria, o prefeito é bom em escutar mas é pouco resolutivo na hora de concretizar. Para ajudar a administrar tenho que ter a certeza dentro de mim de estar contribuindo. Para estar servindo cafezinho aos amigos prefiro ficar na minha empresa gerando empregos", encerrou.

Matéria: Danilo Gomes

Foto: Alexandre Andrade

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