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Polícia e MP deflagram operação contra fraudes em licitações em Laguna

São cumpridos 76 ordens judiciais nesta terça (21). Vereador e políticos são investigados.

Foi deflagrada nesta terça-feira (21) a Operação Seival, que investiga crimes contra fraudes em licitações em Laguna, no Sul de Santa Catarina. Um vereador e outros políticos são investigados. Os nomes deles não foram divulgados.

Ao todo, 76 ordens judiciais, sendo sete prisões preventivas, seis prisões temporárias, 25 mandados de condução coercitiva e 38 mandados de busca e apreensão são cumpridas por 90 policiais civis na região. Um vereador é investigado.

As medidas cautelares foram expedidas após a investigação de três inquéritos policiais. A operação é feita em conjunto entre a Polícia Civil e o Ministério Público de Santa Catarina.

1º inquérito
 

De acordo com a polícia, um grupo de empresários "frustraram o caráter competitivo de duas licitações, mediante ajuste prévio dos preços ofertados".

A investigação apontou que uma organização criminosa atua na área de licitações em Laguna, "especificamente, na realização de obras e fornecimento de materiais, e que possui entre os seus integrantes, um vereador da cidade, que foi licenciado do cargo para exercer a função de secretário municipal".

A polícia afirma que o vereador, que teve sua campanha financiada pela organização criminosa, "praticou atos ilícitos para atender exclusivamente interesses privados em detrimento do interesse público, inclusive articulou para obter licitações em benefício do grupo, bem como intermediou junto à Secretária da Fazenda para liberação de dinheiro após a realização de obras ou serviços".

Um dos empresários teria recebido verba da prefeitura referente ao fornecimento de materiais de construção para a Secretária de Obras por meio de um decreto emergencial por causa das chuvas de dezembro de 2016. A suspeita é que o pagamento foi intermediado pelo vereador, que na época era secretário municipal.

2º inquérito
 

A Polícia Civil afirma que o vereador, no período que atuou como secretário municipal, ordenou para que seus subordinados aprovassem os candidatos indicados por ele, além de vazar informações sigilosas.

"Os candidatos beneficiados já possuíam prévio vínculo com a secretaria ou com o então titular da pasta, tendo sido aprovados em uma avaliação prática bastante obscura, sendo que sequer atendiam os requisitos mínimos para o exercício do cargo", conforme a investigação.

3º inquérito

Após uma denúncia anônima, teve início o terceito inquérito. De acordo com a polícia, a própria população "observava as constantes fraudes que ocorriam no município. Foi possível comprovar os constantes desvios de materiais, que deveriam ser utilizados na reforma de um colégio local, para uma obra particular de um influente agente político da cidade".

Ao longo da investigação, outros delitos foram descobertos. A polícia informou que todos possuem envolvimento de políticos locais, que agiam mediante recebimento de propina para beneficiar amigos ou funcionários.

Fonte: G1 SC

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